Planejar suas finanças e poupar é uma boa alternativa à renda total da sua aposentadoria

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Você já parou para pensar em como será sua vida depois que se aposentar? A maior parte das pessoas, especialmente quem é segurado pelo INSS, se preocupa com a capacidade de manter o padrão de vida, e teme uma perda relevante da qualidade justamente na fase em que terá uma idade mais avançada. Embora a questão deva, sim, ser prioritária, não é preciso desespero. Com um bom planejamento financeiro, você não precisa ter medo de depender exclusivamente da Previdência Social e pode garantir o conforto no longo prazo.

Quem se aposenta hoje geralmente enfrenta uma queda na renda mensal, o que, por si só, não seria um problema, se a redução fosse proporcional ao corte de despesas. Mas a perda do poder aquisitivo incomoda, especialmente se você está acostumado a ter uma renda mensal acima do teto do INSS — valor máximo que se pode receber ao se aposentar, atualmente de R$ 5.839,45.

A preocupação aumenta ainda mais em um cenário de reforma da Previdência, no qual as regras para se aposentar devem mudar drasticamente mais à frente. A saída é uma só: você precisa pensar em alguma forma de poupança e investimento por conta própria — e deve começar a fazer isso o quanto antes.

Identifique rendas e despesas 

Você não vai poder fugir da regra básica de um planejamento financeiro pessoal: identifique exatamente qual é o seu fluxo de caixa mensal — quanto dinheiro você ganha e quanto dinheiro você gasta por mês. Aqui é fundamental colocar tudo na ponta do lápis, desde gastos essenciais e fixos até despesas supérfluas ocasionais.

Adote um controle financeiro

Uma vez que você esteja ciente de quanto ganha e quanto gasta todo mês, é hora de partir para o controle financeiro. Ele é diferente do orçamento, no qual se identifica o fluxo de caixa. Na fase do controle, você confere quais são os seus erros e acertos — e toma uma atitude. Por exemplo, ao descobrir que gasta mais do que ganha, é essencial que você encontre suas maiores despesas e tente reduzi-las.

Defina seus objetivos

Você não vai chegar a lugar algum se não souber para onde ir. Por isso, é fundamental saber quais são os seus objetivos financeiros. Como o foco é a aposentadoria, você deve determinar metas claras para o futuro — garantindo, por exemplo, uma aposentadoria de R$ 5 mil ou R$ 10 mil por mês, ou outro valor necessário, levando-se em consideração a inflação até a data em questão.

Esse objetivo é fundamental para a elaboração do seu plano de aposentadoria. É ele que vai guiar investimentos futuros e a readequação do seu comportamento.

Poupe e invista

Com as dívidas sanadas e com as contas sob controle, o passo seguinte é investir para atingir seus objetivos. Esse é o momento mais difícil para a maioria das pessoas, uma vez que exige a criação de um hábito de poupar. As aplicações automáticas — aquelas que saem da sua conta em datas predefinidas, como no dia do pagamento do salário, por exemplo — podem ser aliadas nessa hora. Dessa forma, você deixa de correr o risco de gastar esse dinheiro com outras questões.

A definição da quantia que será investida é importante. Não aplique todo dinheiro que “sobra” da balança de entradas e saídas, pois é preciso ter recursos para gastos inesperados no mês. Pense que o dinheiro aplicado para a aposentadoria é realmente para o longo prazo. Ele não pode ser considerado uma opção, caso você decida fazer uma viagem ou comprar um carro, por exemplo.

Estude e revise seus objetivos

Informe-se sobre todas as opções de investimento disponíveis. Há, inclusive, uma imensa quantidade de bons conteúdos de finanças pessoais na internet, como sites, blogs e canais de YouTube que ensinam você a identificar a melhor opção para a sua aposentadoria. O pior investimento é sempre aquele que você não entende. E lembre-se de que é possível procurar especialistas, como planejadores financeiros, para ajudá-lo com o planejamento para a aposentadoria.

Fonte: InfoMoney

Matheus Erler

Assessor Previdenciário